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20 de outubro de 2011

Dezenove

Sabe quando você olha para trás, e vê o que não deveria? Sabe a sensação de insanidade sem sentido muito bem vivida? Pensar em toda alegria proporcionada, todos os risos em tardes ensolaradas, o calor verdadeiros nos dias frios de outono, engalfinhada no colo das pessoas mais importantes, lembro do cheiro da grama verdinha.

Sinto falta dos dias de cantoria e amizade provocada a inicio por um meio de comunicação. – Ei, sou eu! Não me reconheceu? – Ah, desculpa.  (Um abraço forte e duradouro, como se aquele momento fosse uma porta espacial para tudo o que ainda estava por vir, o incerto mais certo.)

O momento selou o inicio de uma grande história, incontáveis amizades aclamadas e boas e ruins experiências, até hoje preservadas na medida da maturidade. Romances inadequados de sabores que provoquei, eu sei, rs. Consumiram-me esses últimos anos, mesmo sem assumir a importância. Perdição ao ser denominada encontrar o que ninguém procurava, me casei até. Acredita? E mais de uma vez, há primeira muito nova com idéias fragilizada e uma sede insaciável, tomei minha razão em meus braços e selei-a com um beijo, estamos juntas hoje até, crescemos e percebemos que não há ser analítico sem ter o que analisar. Já o segundo casório foi cômico, divertido, com direito a poema de amor e anéis de cartolina, não vou esquecer, risos, já esse acabou aos socos e pontapés literalmente sabe.

Sabe a palavra amizade? O que ela significa para você? Porque eu sei. Essa não há ser que me tire, quando tudo ao oposto nega compatibilidade vem o destino, universos e afins denominados causadores, o que tem? Ela usa preto, você blusinha com flores, ela toca guitarra e você teclado, ela deturpa regras da sociedade e você nem se quer diz um palavrão, como? Lembro exatamente das lagrimas e de como as palavras foram ditas, de como eu explodi por dentro entre usar a possibilidade de ter que escolher te deixar sem convívio, quanto doeu, quase tive um treco, sabia? E como sempre dramática... Mas com o tempo percebi que não importava a distancia e o que Deus uniu nada, ninguém separa, quanto amor. Mas ele era diferente sabia me responder o que antes não conversaria com mais ninguém, com uma aparência angelical. E suas opiniões que muitas vezes não batia com a minha, fazendo surgir situações bem divertidas. Puro drama todo o tempo, gargalhadas, amor, está tatuado na alma. (Como 2e2 são4, nosso resultado é 24, qq)
Atual momento resultante em impulsos assume. Baseada no agora, sentindo tudo o que há para sentir, rápido, forte. Embriagada sempre no agora, me impulsionando claramente sem mais, nem por que. Olha tenho trabalhado muito isso. Tanto que teve um período que me policiava em pensar 7 vezes antes, a quem diga que não funcionou, e eu concordo, porque tudo o que pensava fazia completamente ao contrario, sou dessas. O que fazer? Percebi que o problema não está em ser impulsiva, e sim no que está te impulsionando, por aê dá para começar o tratamento de choque.  

Como um gafanhoto falante a gente conhece pessoas que muda nossas vidas, e foi assim um grande bem, me fez tão bem, sem proporções a considerar e títulos a denominar que por tabela fez ter o prazer de estar fina, e apelidar a física das tchuchucas. Como é bom viajar, transcender fronteiras.

O  amor mais inebriante da minha vida, puro, tão pequeno e vulnerável, sabe aqueles desejos maduros de sucesso existencial modernos, seguros, confiantes? Transformou agonias em alegrias, senti não suportar o perder num interno período de pavor, e a cama quente realmente é o melhor lugar para se chorar. O que te traz alegria? Ele me traz harmonia, controle, sensibilidade, força, vontade de nunca morrer para o ver crescer ao infinito e além. Com os bracinhos esticados em minha direção repetindo meu nome sem cessar em seus pacinhos desengonçados, não há como descrever tamanha importância desse amor.
Dezenove anos! E com minhas palavras, linguagem e orientação avulsa de fumaça lhes escrevo nessa manha de quinta-feira, 20 de outubro, sensibilidade a flor da pele pois nesse dia é o único dia que me permito novamente perder a chave por inteiro, por dentro.
Por Anny Maverick
(Toda abusada no café ouvindo Engenheiros do hawaii)

14 de setembro de 2011

Noite Encardida de Aventura


– Alô?! – Disse Marley quando Bob atende o telefone.
 – Fala Marley vai vir aqui hoje?
– Não sei, estava desanimado. Só se a gente for ser feliz... – Marley riu consigo mesmo. Logo Bob se animou e com um tom de euforismo mandou.
– Estou indo para ai, em meia hora, fica pronta...

OK! GALERE!

NA CASA DE MARLEY: (Marley terminava de tomar uma ducha, quando Pom Pom chegou, em seguida Bob também chega, após os três mosqueteiros discutem fantasioso caso de transcendentalismo.)


- vamos curtir a plena noite fria de segunda-feira. – pronunciou Marley estimulando Bob e Pom Pom, Pom pom que andava de bicicleta falando lento demais não conseguiu acompanhar nosso raciocínio dirigindo-se para casa. Já Bob e Marley seguiram para a aventura;

Conduza Seus Movimentos



Abre a janela pelo amor, não consigo respirar, minha alergia está vindo. Marley sorriu coçando o nariz que já começara a se irritar. Bob muito nervoso com a situação que se encontrará pois seus atos seriam descobertos criou um código ao se comunicar... A loucura começou a pairar, em atos leves de representações imaturas, estaríamos fadados ao fracasso da noite.
Buscamos o que queríamos com louvor após esperar pelas três entrando no banheiro errado.

Ao chegar no caminho das pedras, decidimos, Marley decidiu passar pelo paraíso dos bambus , andamos pela praia a noite, com medo das criaturas da escuridão, com medo de nos mesmos, de nossas sequelações, dos cães avançando trepados nos muros baixos... Encontramos em lugar seguro, em baixo do barco recompomos nossa energia imbecil. Só sobrará um cigarro, apenas um.

BELIEVE!

Ao andarmos para cá, para lá... Encontramos muitas vezes já passados pelo mesmo lugar, todas aquelas estrelas refletidas na água, organismo da base iodo.  Apertamos toda nossa essência antes de descer do píer sentando-se nas pedras. Visual maravilhoso aquele, ao tragar nossos ouvidos sentem incomodar pelos passos e gargalhadas, já apagada percebemos ao mesmo tempo em que eram turistas visitando seu passado nas férias.
–Marley vamos sair daqui!!! Aim que merda, cara você está cagada. ÉSTA DANDO TUDO ERRADO! Culpa sua! – Exclamou Bob revoltado com a má sorte de Marley.
–Ih cala a boca, mermão! Vamos rir, olha isso, estamos embaixo do píer, eles não fazem a mínima idéia que estamos aqui. (SORRINDO) Isso é engraçado! – Adorando a situação Marley sorriu olhando para toda aquela movimentação sobre eles.
– Ta vamos olhar e ficar quietos, se nos descobrimos, fudeo. Pode ser algum segurança do lugar sei lá. Vai... Não sabemos quem são eles.
–Cala a boca Bob, assim é que eles vão nos ouvir mesmo. Fica quieto. O pior é que nem tem como sairmos daqui, só por onde viemos e eles vão nos ver e como você disse não sabemos que é, então é melhor esperarmos eles irem embora, saímos e vamos embora, ok?


Bob fez uma cara concordando, decidimos deitar e esperar...  Porem logo em seguida duas crianças desceram para explorar o lugar, e quase morreram de tensão, um adulto forte desceu também, gelamos. O bob não ficava quieto nem com os meus beliscões, ele nem sentir de tanto nervoso, eu ria.

– CARÂN! FICA QUIETO! Ele vai nos ver. Fica quieto Bob.
–Marley vamos sair daqui!!! Vamos morrer!!! Porque tinha que acontecer isso, nunca ninguém desce aqui, essa hora ainda mais, porra hoje é segunda-feira. Gente estranha!
– Marley se você não sossegar ele vai nos ver ai, fudeo. Vamos ficar deitados, qualquer coisa estamos namorando, até parece, fazer o que é a melhor desculpa, haha.

Bob riu relaxando mais, se acostumando com a idéia de esperar. Em todo aquele tempo esperando o povo ir, ficamos conversando sobre família e toda sorte da noite, admiramos a natureza, rimos das pessoas sobre nos dançando e cantando achando que estavam sozinhos.

Saída de Emergência

Não ouvimos mais barulho, começamos a nos locomover devagar porque ainda restava uns adolescentes conversando alto. Fumamos o ultimo cigarro antes de subir.
– Vamos agora? Disse Bob.
Vamos sim.
“– Ai esse pie dá para fazer coisas legais, uiii.” – Comentou um jovem gay. Eu saio primeiro, logo em seguida o Bob. O jovem nos olhou, deu um sorriso engraçado e pronunciou: “– Hummm!!! Viram!!! “
Subimos as escadas rindo.
E rindo pelas ruas até o caminho de casa Bob E Marley terminou a noite.

Por Anny Maverick